Não vivi o período marcante da bohemia baiana. Infelizmente. Mas nem por isso deixo de beber um pouco da fonte para conhecer uma dose dessa história tão rica deixada por personalidades de épocas e gerações inesquecíveis. Quem tem um pouco de saudosismo e um bocado de história para contar dessa época são os irmãos Moreira. Estive lá ontem com Dom Freaza, para saborearmos um apetitoso camarão e também algumas memórias fotográficas que decoram o restaurante que daqui a 5 anos faz boda de diamante. Passar duas horas do dia lá é percorrer uma história quase que centenária da Bahia. Personalidades do quilate de Jorge Amado, Glauber Rocha, Riachão e outras figuras mitológicas do cenário bohemio-cultural da Bahia estão presente lá, e são imortalizados nas molduras que nos faz pensar uma Bahia que jamais voltará a ser o que era. Para quem não conhece o restaurante vale a pena conhecer. Estive lá há 15 anos atrás e nunca mais voltei. Força desta vida moderna que nos impulsiona aos Mc Donalds, Subways e Bob’s da vida. A dica é comer de tudo, exceto Antônio e Chico, que como diz um quadro fixado na parede, são indigestos. Exceto eles, pode saborear o cardápio simples e de iguarias inigualáveis. Tem de tudo para todos os gostos. Do camarão fresco que não é de Barbudo mas é fresco, até a velha galinha cabidela. A galinha é muito famosa por lá. Nunca comi, porque quem me conhece sabe que de galinha eu não gosto, exceto as galinhas vivas.
É isso, parabéns a Antônio e a Chico pelos 70 anos do Porto do Moreira, pela originalidade culinária e também por proporcionar a nós mais novos, um resgate da Bahia que tem muitas histórias de pescador do Lgo. 2 de julho para contar.